CASTEDO - Torre de Moncorvo

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About ...SOU UMA PEQUENA ALDEIA TRANSMONTANA …
Description Sou Aldeia Transmontana Rústica e descrita como Área Predominantemente Rural, segundo a Tipologia de Áreas Urbanas sendo também considerada zona de caça, situa se a noroeste do concelho de Torre de Moncorvo, a cerca de 21km numa encosta sobranceira a um vale profundo e apertado, com uma área geográfica total de 17,9 km2, sendo a sua altitude de 662m iniciando-se numa zona planáltica pela serra que vai aumentando lentamente em altura até à povoação de Lousa.
De povoamento antigo, pertenceu ao ex concelho de Vilarinho da Castanheira até ao dia trinta e um de Dezembro de mil oitocentos e cinquenta e três (31/12/1853). Já em 1523 tinha 63 fogos. Em 1950 atingia 742 habitantes e em 1991 só possuía 361 residentes. No censo de 2001 foram recenseadas 275 pessoas das quais 137 eram do sexo masculino.
No que toca a eleitores, possuía 347 em 1991, para se fixar nos 316 em 1997.
Em 1960 tinha um alfaiate, quatro lagares de azeite, um barbeiro e uma mercearia.
As suas habituais actividades são: a agricultura de subsistência, difícil, trabalhosa e pouco rentável, onde a mecanização é rara, a azeitona e o fino azeite que produz, o bom vinho maduro, a amêndoa, os cereais, mas ainda os figos, as castanhas, Frutas diversas, hortaliças diversas tais como: couve, alface, pimentos, pepinos, cebolas, etc., mais a batata, o grão-de-bico e o feijão pequeno são também produzidos nos seus terrenos. Malhava-se o trigo e o centeio nas Eiras, manualmente ou utilizando as malhadeiras e de seguida construía-se Rilheiros com a palha.
A pecuária é igualmente ainda usada para enriquecimento económico, em particular o gado ovino e caprino, com algumas explorações.
É servida pela estrada Municipal n.º 623 que da Portela vai para a Lousa e com autocarro que a liga à Vila duas vezes por dia.
Novas construções têm surgido ao longo da estrada, para Norte e para Sul do povoado.
Ainda é possível falar com algumas tecedeiras, observar os teares e as colchas e mantas de farrapos, lã e algodão, os tapetes e alforges em farrapos, embora a prática deste artesanato quase se tenha extinguido.
Em 27 de Janeiro de 1990 a Associação Cultural e Desportiva de Castedo publica os seus estatutos.
A 29 de Maio de 1954 foi inaugurado o abastecimento de água ao Castedo, com 9 fontanários, 1 lavadouro público, era presidente da Junta António Luís Ventura e Presidente da Câmara Dr. Horácio de Sousa.
Em 1968 foram concluídos os trabalhos do empedramento da estrada Portela/Lousa que servia o Castedo.
Em 1952 era inaugurada uma feira mensal, que já não se realiza na actualidade.
Tem como orago o S. Miguel.
A Igreja Matriz é grandiosa, tendo uma torre sineira lateral esquerda e um adro igualmente em cuidado granito, no interior do edifício admira-se a beleza da talha dourada dos seus altares. A fonte de granito que lhe está em frente e as casas envolventes compõem um lindo quadro bucólico.
A Capela de S. Sebastião tinha em frente um Coreto em pedra, pequeno mas interessante, destruído na década de 80 do século XX para alargar a rua de acesso á estrada municipal, (Posteriormente reconstruído). No outro extremo do povo têm a Capela de Santo António do século XVI, a de S. Bartolomeu (no cemitério) e a de Sr.a do Rosário, 4 típicos cruzeiros.
Do Castedo da Vilariça vislumbra se uma linda paisagem por terras da Vilariça e Vila Flor muito encantadora. Também se podem observar algumas casas apalaçadas e outras construídas sobre as rochas. O local habitual de encontro dos seus habitantes é junto da Capela da Sr.a do Rosário e, por vezes, no Largo de S. Sebastião, ali pode descansar e ouvir as histórias locais muito típicas.
Aos domingos o adro e escadas da Igreja mostram os homens sentados ou encostados conversando sobre as suas preocupações, aguardando o toque para a sua entrada no templo religioso, enquanto as mulheres vão ocupando os seus lugares no interior. Tinham Pároco permanente, mas agora têm que o repartir com outras aldeias/freguesias.
Acrescente-se que Castedo possuía muitas Fontes, das quais ainda restam a Fonte do Souto, Fonte do Chafurgo, Fonte da Lavandeira e Fonte Grande.
Gastronomicamente, também a forma como são confeccionados alguns pratos ou produtos dão um sabor muito especial aos comeres do Castedo . A variedade é muito grande. As castanhas cozidas ou assadas, as migas de cavalo cansado, os milhos, sopa de Beldros, as salada de Merugens e as de azedas e já se comem com muita raridade.
Pratos confeccionados bem próprios da região, devemos ainda conhecer as favas guisadas com chouriço, o cabrito, o coelho e tipos de caça, noite de Natal o bacalhau com as couves e batatas.
As súplicas, os económicos, os folares doces e de carne, o bom pão, tudo isto cozido nos fornos de lenha, as bolas de Natal. Depois há as alheiras, o salpicão, o presunto, as chouriças de carne.
A acompanhar todas estas especialidades, há azeitonas, queijos secos, bêberas e figos secos, grãos de amêndoa, nozes, e ainda como digestivo uma belíssima aguardente o famoso bagaço.
Tem como algumas tradições/costumes: correr o Entrudo, dar esmola quando morre um familiar, Rezar a Santa Bárbara quando há trovoada…
Antigamente jogava-se: à bilharda, o ferro, ao Berlinde a macaca, a malha, o pião, hoje em dia ainda se joga com frequência às cartas (“chincalhão” e “sueca”).

Web site http://castedo.forumativo.com http://www.torredemoncorvo.pt/castedo http://maps.google.pt/maps?hl=pt-PT&q=castedo+torre+de+moncorvo&bav=on.2,or.r_gc.r_pw.&biw=1280&bih=598&wrapid=tlif130929409047811&um=1&ie=UTF-8&hq=&hnear=0xd3b774415d7333d:0x9b65f77b488c313d,Castedo,+Torre+de+Moncorvo&gl=pt&ei=CD4KTo6GKcW3hAeSwsjxDw&sa=X&oi=geocode_result&ct=title&resnum=1&ved=0CBsQ8gEwAA
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